28 de junho de 2016

Alimentação saudável da criança: por onde começar?

Você já deve ter ouvido falar que os hábitos alimentares se formam na infância não é? Mas para esclarecer nossa dúvida convidamos a Dra Karla Christofoletti – nutricionista esportiva e clínica funcional e MÃE como nós!!!  Confiram: O primeiro ambiente nutricional que temos contato é o da barriga de nossas mães, pela  placenta são fornecidos […]

Você já deve ter ouvido falar que os hábitos alimentares se formam na infância não é? Mas para esclarecer nossa dúvida convidamos a Dra Karla Christofoletti – nutricionista esportiva e clínica funcional e MÃE como nós!!! 

Confiram:
O primeiro ambiente nutricional que temos contato é o da barriga de nossas mães, pela  placenta são fornecidos os nutrientes para a saúde do bebe. 
Estudos atuais demonstram que a nutrição da mãe durante a gestação (e antes dela engravidar) tem impacto direto na saúde do feto, desencadeando uma programação metabólica para o desenvolvimento ou não de doenças na vida adulta. Quando nos alimentamos, nossos genes respondem, negativamente ou positivamente, ao alimento que consumimos.
Dra Karla também nos esclareceu que a programação metabólica para doenças na vida adulta do feto pode acontecer até mesmo antes do período de concepção. Se a mulher teve uma vida de desequilíbrios nutricionais, suas células (inclusive as reprodutoras) estão desnutridas, ou seja, sem nutrientes para silenciar a expressão dos genes que desencadeiam as doenças metabólicas.
  Designamos à isso, o termo EPIGENËTICA, que nada mais é que a modulação ou alteração da expressão gênica, por exemplo se uma mãe tem uma alimentação rica em frutas, verduras, cereais integrais, leguminosas, proteínas vegetais e  fornece nutrientes para o bebe (via placenta) que são capazes de silenciar a expressão de genes envolvidos com o aumento de gordura corporal, resistência a insulina, proliferação de células cancerígenas etc. Agora, se a mãe não come nenhum desses alimentos e tem uma alimentação rica em fast foods, esses “maus” nutrientes e a falta dos “bons” nutrientes aumentam no feto a expressão dos genes que aumentam a gordura corporal, levam a resistência a insulina, proliferação de células cancerígenas, entre outros fatores.
Em resumo: mães saudáveis tem filhos saudáveis.
Mas, o que é uma  alimentação saudável? 
A  alimentação saudável deve ser  equilibrada, rica em frutas, legumes, hortaliças, carboidratos, leguminosas, e pode ou não conter carne –  isso porque, diferentemente do que algumas pessoas pensam, existem pessoas vegetarianas ou veganas que têm uma alimentação muito mais variada e equilibrada que onívoros (pessoas que comem proteína de origem animal) e essas pessoas são nutricionalmente  mais saudáveis do que aquela que ingere somente o trivial: arroz, feijão e carne e que muitas vezes ingere refrigerantes, frituras e não tem o hábito de consumir frutas, legumes e hortaliças, explica Dra Karla.
O  plano alimentar ideal deve ser equilibrado e  deve conter todos os nutrientes para o bom funcionamento do organismo, tais  como: proteína, oleaginosas, leguminosas, carboidratos, gorduras, legumes, frutas e hortaliças… E, claro, como ressaltamos aqui, a alimentação deve ser personalizada, pois cada ser é único. 
Como  introduzir os alimentos saudáveis para a criança?
Dra Karla cita os principais passos para isso, atentem-se:
– O ideal é que o leite materno seja a alimentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida do bebê. Caso a mãe não consiga amamentar, introduzimos a complementação infantil.
– De seis a nove meses : introdução de alimentos de forma gradativa. Iniciar com a papa salgada, por mais que a tendência seja a papa doce vale lembrar que o leite materno não é doce, é neutro, pendendo-se mais para o salgado. 
– Papa doce: alternar o tipo da fruta a cada três ou quatro dias, assim conseguimos avaliar a real aceitação alimentar como também os sintomas de alergia alimentar (caso ocorra)
– A partir dos nove meses:  acrescentamos as leguminosas (grupo dos feijões) e  as proteínas de origem animal.
– A partir de um ano, a criança já consome como  os pais. O arroz integral (nada de introduzir o arroz branco, o ideal é já começar pelo integral, que é rico em fibras e vitaminas), o feijão, a carne (se for comer carne), legumes, hortaliças, brotos.
– Nesta fase é essencial NÃO oferecer à criança frituras e doces. Especialmente nos dois primeiros anos,  pois a criança ainda está na fase de formação e amadurecimento do intestino, órgão de absorção, lembrando que  criança não sente falta ou vontade de comer  algo que  nunca ingeriu.
– EVITAR industrializados. A inclusão deste tipo de  alimentação na fase infantil tem uma enorme chance de tornar um adulto viciado neste tipo de alimento e descompensado metabolicamente,  além de ser muito mais difícil reeducar os hábitos alimentares que educar o paladar.
– A ingestão de liquido é fundamental. Oferecer  água, chás, sucos naturais, em um suco de laranja lima, podemos acrescentar uma folha de couve, por exemplo, se oferecida desde o início, a criança terá uma aceitação positiva.
– O leite de vaca não deve ser oferecido. Temos um hábito cultural com o leite, leite de vaca é para bezerros, que quando crescem deixam de tomá-lo, o essencial para crianças é o leite materno, ele sim, contem todas as quantidades nutricionais que o organismo precisa para se desenvolver, ao contrário do leite de vaca, entre outros fatores.
Tanto na gestação como na introdução alimentar saudável é muito importante receber uma orientação correta. Consulte sempre um profissional que esteja apto a suprir às suas necessidades de forma individualizada e personalizada.
Fica nossa  dica pra você!
Dra. Karla Chistofoletti – CRN 3 27744
Acompanhe pelo instagram: @KarlaNutricionista