6 de setembro de 2018
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Educação financeira: devemos disponibilizar dinheiro às nossas crianças?

Máris Polo Paz* Vamos aqui abrir uma conversa bem interessante. A nossa relação com os recursos econômicos e financeiros perante as nossas crianças. Qualquer dinheiro dado à criança ou ao adolescente constitui um meio para realizar seus desejos de consumo ou não. É bom deixar claro que cada família tem o seu padrão e o […]

Máris Polo Paz*

Vamos aqui abrir uma conversa bem interessante. A nossa relação com os recursos econômicos e financeiros perante as nossas crianças.

Qualquer dinheiro dado à criança ou ao adolescente constitui um meio para realizar seus desejos de consumo ou não.

É bom deixar claro que cada família tem o seu padrão e o seu contexto de vida, que depende muito da cultura que está inserida. O meio social influencia muito nessa necessidade do “dinheiro próprio” quando criança, umas despertam o interesse mais cedo, outras mais tarde.

Toda criança, independente da forma, entra em contato com o dinheiro em tenra idade, ou acompanhando os seus pais às compras, talvez na discussão sobre pagamento de contas, na justificativa da não compra através da frase, “-Filho! Não tenho dinheiro”, ou através de presentes e mimos em dinheiro pelos avós e parentes, entre outros.

Daí eu lhe faço uma pergunta? Não seria melhor introduzir a educação financeira à criança definitivamente em tenra idade? Quais seriam os pontos positivos que você teria diante desse desafio?

Você teria de alguma maneira, justificar a necessidade de se guardar algum dinheiro para conquistar determinadas coisas, pois com certeza você não quer criar um consumidor compulsivo.

O quanto você disponibilizaria de dinheiro para ser gasto com ele, ou talvez inserir a mesada e qual seria esse valor?

Parece engraçado, mas quando começamos a pensar no “como”, ensinaremos nossos filhos a lidar com o dinheiro, passa pelo questionamento de como estamos lidando com o dinheiro, o quanto eu “como mãe” estou educada financeiramente.

Mas vou responder a pergunta. O quanto de dinheiro devemos disponibilizar as nossas crianças? Salientando, que eu como educadora financeira, utilizo a metodologia DSOP (DIAGNOSTICAR, SONHAR, ORÇAR e POUPAR), vamos começar pelo Diagnosticar, para buscar um valor adequado.

Diagnosticar – fazer uma análise criteriosa de suas despesas cotidianas.

Durante 30 dias, você deve registrar de forma minuciosa tudo que gastou com cada filho, usando o apontamento de despesas, que é anotar separadamente os vlrs, lanches, presentes, guloseimas, livros, pedidos, brinquedos, etc. Aponte o gasto de cada filho separadamente. Após 30 dias você deve somar os valores dado a cada criança. Lembrando que a criança não deve ter conhecimento, essa informação é somente sua.
Depois de apurado recomendo que 50% do valor seja destinado para os sonhos de curto, médio e longo prazo e os outros 50% seja destinado para despesas, como gastos e guloseimas.
Em uma próxima oportunidade escreverei o próximo passo da metodologia o S de sonhos. Como identificar os 3 maiores sonhos de seus filhos e qual o prazo para a realização dos mesmos. Aguarde.

* Máris Polo Paz é Educadora Financeira  e Terapeuta Financeira. Associada ABEFIN – Associação Brasileira de Educadores Financeiros. Empresária Polopaz Educação Financeira. Administradora com MBA em Gestão de negócios. Master Coach com formação em Psicologia Positiva. Metodologia DSOP – Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar

Bibliografia consultada: Mesada não é só dinheiro, Phd Reinaldo Domingo

Contato: polopazeducacaofinanceira@gmail.com

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