7 de novembro de 2018

Qual a escola ideal para seus filhos?

O que levar em consideração na hora de escolher a escola dos filhos? Às vezes, os pais se deixam influenciar pela publicidade de colégios, que vendem currículos “recheados” de ideias multitarefas, bilingues, ultraeficientes. Compram a promessa de que, ao sair da escola, os filhos terão garantidas vagas nas melhores universidades. Mas, segundo a pedagoga Karina […]

O que levar em consideração na hora de escolher a escola dos filhos? Às vezes, os pais se deixam influenciar pela publicidade de colégios, que vendem currículos “recheados” de ideias multitarefas, bilingues, ultraeficientes. Compram a promessa de que, ao sair da escola, os filhos terão garantidas vagas nas melhores universidades. Mas, segundo a pedagoga Karina Gardin Amaral, é preciso muito cuidado para não fazer escolhas limitadas e que desviem os reais objetivos da escola.

“Os pais precisam levar em conta, primeiro, o conhecimento, as possibilidades de relações sociais e de saberes das crianças. Além da formação de cidadãos conscientes, emancipados e que, acima de tudo, valorizem e respeitem as diferenças”, orientou Karina, que é mestranda em Ciências da Educação, Neuropsicopedagoga, Pedagoga e Coordenadora do Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) do Colégio PoliBrasil.

A Lei de Diretrizes e Bases (LDBEN 9394/96) dispõe que a escola tem autonomia para decidir o que trabalhar, no entanto, os conteúdos devem estar voltados ao exercício da formação integral do sujeito, envolvendo o trabalho das competências, habilidades e atitudes.

“Muitas vezes os pais são atraídos por uma formação, teoricamente, mais completa: muitas aulas de matemática, língua portuguesa, história, geografia, arte, inglês, espanhol, computação, balé, judô. Se esquecem que, pelo viés educacional, o mais importante na escolha de uma escola, principalmente na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, é a sua capacidade de tornar o processo de ensino e aprendizagem um momento prazeroso, de infinitas descobertas com o mundo e da elevação dos aspectos de questionamentos e reflexões, competências, habilidades e atitudes de construção mútua do conhecimento, aspectos necessários para etapas escolares futuras, que irão exigir do educando um exercício maior das tomadas de decisões”, detalha a especialista.

Por vezes, também levamos em conta tão somente a dimensão geográfica da escola, está perto ou longe de casa, ou ainda a questão financeira, sem ao menos se atentar ao conhecimento da proposta pedagógica e os resultados que a mesma dará, a longo prazo, na existência dos filhos.

A dúvida que paira nos pais e ou responsáveis, está no fato, de que estão preparando o filho para a vida ou para o mercado, tudo isso se agrava quando se toma a consciência que o mercado está inserido na vida e que, portanto, se misturam. Então como achar o ponto de equilíbrio? O que decidir? E a mais difícil pergunta para se responder: a escola ideal existe?

“Provavelmente não, mas, a busca deve ser a partir de valores definidos para a vida. Conceituar a escola ideal e até descrevê-la é uma tarefa fácil, mas, oferecê-la é um grande desafio que exige comprometimento, conscientização, determinação e continuidade de esforços, que só uma equipe educacional que tenha paixão por educar é capaz de ofertar. Para construir essa escola, faz-se necessário, como dizia Paulo Freire, ‘ter um pé no concreto, outro na utopia e uma sã loucura impulsionando o sonho’”, finaliza a professora do Colégio PoliBrasil, Karina Amaral.

 

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