11 de abril de 2019

Tudo o que você precisa saber sobre doença de Parkinson

O dia 4 de abril é marcado como o Dia Nacional do Parkinsoniano, data que merece atenção pois visa conscientizar sobre essa doença que, em geral, atinge pessoas acima de 80 anos. Antes de sermos mães, somos também filhas e netas, né? Por isso, os cuidados com os idosos também fazem parte da nossa realidade, […]

O dia 4 de abril é marcado como o Dia Nacional do Parkinsoniano, data que merece atenção pois visa conscientizar sobre essa doença que, em geral, atinge pessoas acima de 80 anos.

Antes de sermos mães, somos também filhas e netas, né? Por isso, os cuidados com os idosos também fazem parte da nossa realidade, sejam com nossos pais, nossos avós ou sogros.

Parkinson trata-se de uma doença degenerativa do sistema nervoso central, causada pela deterioração progressiva das células nervosas da parte do cérebro que controla o movimento muscular. Tais células deteriorizadas são as que produzem a dopamina, substância que conduz as correntes nervosas – os neurotransmissores – ao corpo. Por isso, com a degeneração dessas células, ocorre a falta ou a diminuição da dopamina, o que passa a afetar os movimentos da pessoa.

Alessandra Netti, psicóloga e neuropsicóloga, explica que, na Doença de Parkinson, é comum a existência de alguns prejuízos cognitivos leves, principalmente na parte cognitiva relacionada à área frontal e executiva do cérebro, que é a capacidade de planejar, organizar e regular o comportamento motor.

“As pesquisas mostram que a maior parte das pessoas com esta demência têm acima de 80 anos; e há uma estatística quase nula da doença em pessoas abaixo de50 anos”, ressalta Alessandra.

Sintomas

Os sintomas começam a aparecer quando a pessoa tem tremores em repouso. “O que é diferente do tremor quando a pessoa está nervosa ou quando está tomando algum medicamento que causou efeito colateral”, comenta.

“O paciente apresenta ainda uma rigidez muscular maior, mesmo no caso de pessoas que já praticam atividade física. A postura e o equilíbrio também são afetados. E pode ocorrer Alzheimer concomitantemente ao Parkinson, embora isso não seja tão comum”, explica a neuropsicóloga.

Lentidão nos movimentos, dificuldade de identificação de cheiros, problemas de intestino e distúrbios do sono também são sintomas que podem aparecer.

As dificuldades cognitivas são bem frequentes na doença. “O paciente normalmente passa a ter dificuldades para ações do dia a dia e tem sua memória afetada. A doença costuma ainda causar redução na fluência verbal ao longo dos primeiros meses da manifestação. Alguns distúrbios de comportamentos e modificação da personalidade também podem aparecer”, destaca Alessandra.

Sintomas depressivos também são frequentes entre as pessoas com a doença, porque elas vão se dando conta dos prejuízos, das dificuldades que estão tendo, e isso pode levar à depressão se não tratado adequadamente.

Como lidar com a doença?

Esta é uma doença que deve ser diagnosticada e tratada adequadamente pelo médico, mas, sobretudo, que deve ser enfrentada com amor e paciência por todos os envolvidos com o paciente.

“A presença da família, o apoio, o afeto são essenciais para o paciente, para que ele se sinta acolhido e possa lidar com o quadro com mais leveza (sem se deprimir ainda mais)”, orienta Alessandra.

O tratamento geralmente envolve equipe multidisciplinar, por exemplo, com médico, psicólogo, fonoaudiólogo, nutricionista e terapeuta ocupacional. Todas essas áreas têm papel importante na qualidade de vida do paciente.

“A terapia com psicólogo, por exemplo, pode influenciar muito no tratamento, uma vez que os fatores emocionais são parte importante da doença de Parkinson, tanto para o portador como para seus familiares. A terapia ajuda, então, a diminuir os efeitos traumáticos da doença que acabam gerando confusão e ansiedade”, comenta Alessandra.

O que você precisa saber sobre a Doença de Parkinson

A informação é essencial para que o paciente e seus familiares possam lidar da melhor maneira possível com o quadro. Alguns aspectos importantes sobre a doença:

– Parkinson não é uma doença fatal, muito menos contagiosa.

– Não há evidências de que seja hereditária.

– Apesar dos avanços científicos, ainda não há cura para a doença, mas, sim, bons tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e a proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

– As causas da doença continuam desconhecidas.

– O tremor, principalmente nas mãos, é o primeiro sinal que costuma levar a pessoa a buscar ajuda médica, mas nem sempre esse sintoma está associado à doença de Parkinson.

– O diagnóstico é feito com base na história clínica do paciente e através de exames neurológicos.

– Não existe um teste específico para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson.

– O tratamento médico para combater o Parkinson é baseado em remédios e cirurgias, além da associação com terapias de saúde, como a fisioterapia, a fonoaudiologia, a psicologia, terapia nutricional e ocupacional.

“Por fim, quero destacar que a atitude que os familiares devem ter frente ao Parkinson é o encorajamento para buscar informações atualizadas e esclarecimentos sobre todos os benefícios que podem ser obtidos através dos tratamentos multifuncionais”, finaliza Alessandra.

Vale lembrar que o nível de comprometimento funcional ocasionado pelo Parkinson varia de paciente para paciente. De toda forma, o importante é encarar o quadro de forma franca e com união familiar, a fim de que o paciente possa se sentir acolhido. Dessa forma, ele poderá levar a vida da forma mais natural possível.