5 de julho de 2019
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Plano de parto: doula Juliana Sesso explica por que é interessante fazê-lo

Você já ouviu falar de plano de parto? Trata-se de um documento em que os pais determinam como querem que o parto seja feito, em todas as etapas do nascimento do bebê – o que naturalmente se enquadra no conceito de parto humanizado. Apesar de o plano de parto ser um documento informal na maioria […]

Você já ouviu falar de plano de parto? Trata-se de um documento em que os pais determinam como querem que o parto seja feito, em todas as etapas do nascimento do bebê – o que naturalmente se enquadra no conceito de parto humanizado.

Apesar de o plano de parto ser um documento informal na maioria dos hospitais brasileiros, ele é um direito garantido por lei no Estado de São Paulo desde 2015.

Juliana Sesso, doula, proprietária do Spaço Vitaly, especialista em exercício físico para gestante e pós-parto, explica que um plano de parto é importante inclusive para garantir os primeiros cuidados essenciais com o recém-nascido.

Para elaborar o plano de parto, o ideal é que os futuros papais comecem a se informar sobre todos os detalhes do parto no início da segunda metade da gestação.

“Recomendo aos futuros pais que informem-se, entre outros pontos, sobre os procedimentos realizados no recém-nascido. Este será um dos primeiros passos para que se possa fazer um plano de parto consciente, que abranja os primeiros cuidados com o recém-nascido”, comenta Juliana.

“Depois disso, converse com o pediatra que vai assistir seu parto, mostrando seu plano de parto e evidenciando o que deseja (ou não) para este momento tão importante”, acrescenta Juliana.

Para Juliana, alguns procedimentos no recém-nascido são desnecessários:

– Ter o cordão umbilical cortado enquanto pulsa (cerca de 25% do sangue do bebê permanece na placenta após o nascimento);

– Ser esfregado;

– Receber tapinha para chorar;

– Ser aquecido em incubadora sem necessidade (deve ser aquecido no corpo da mãe);

– Ter as vias aéreas aspiradas se está respirando normalmente (causa muita dor e desconforto para o bebê);

– Ter a primeira amamentação adiada sem necessidade (deve ser amamentado na primeira hora de vida e se possível na sala de parto, mesmo em casos de cesárea);

– Ser alimentado com mamadeira de soro glicosado ou leites artificiais antes da primeira mamada (pode interferir na amamentação e predispor o bebê a alergias);

– Ter o conteúdo gástrico aspirado (a aspiração pode levar à diminuição de frequência cardíaca, espasmos de laringe, queda da pressão arterial e dificuldade de mamar);

– Ser pesado ou medido antes de ter contato pele a pele com a sua mãe;

– Ser privado de contato humano;

– Ter uma sonda introduzida no ânus do bebê (basta aguardar ao menos 24 horas para ver se o bebê faz coco);

– Ter o vérnix caseoso removido por banho (o primeiro banho deve ser realizado no mínimo após 24 horas do nascimento, pois o verniz protege e hidrata a pele sensível do bebê).

Vale, então, conversar anteriormente com toda a equipe do hospital envolvida no parto, citando as intervenções que você não gostaria que fossem usadas com seu bebê.

É claro que não dá para pensar em tudo isso no momento do parto. Por isso, o ideal é que os futuros pais pesquisem e se preparem com antecedência para este acontecimento tão importante.