11 de julho de 2019

O cérebro das crianças: como ele aprende (parte 3)

Para dar mais passo no nosso artigo, “Como o Cérebro Aprende”, achei muito importante falar das “naturalidades” que nos fazem aprender. Observe-se e observe seus filhos, e você perceberá que nos momentos de folga, alguns preferem TV ou ler alguma coisa (mesmo que seja ler no celular, tá?); outros preferem ouvir música; e outros ainda […]

Para dar mais passo no nosso artigo, “Como o Cérebro Aprende”, achei muito importante falar das “naturalidades” que nos fazem aprender.

Observe-se e observe seus filhos, e você perceberá que nos momentos de folga, alguns preferem TV ou ler alguma coisa (mesmo que seja ler no celular, tá?); outros preferem ouvir música; e outros ainda vão preferir brincar ou criar algo.

Alguns de nós, ao ouvirmos uma música, prestarão atenção na melodia e letra; outros ficarão viajando com a mente  e criando uma imagem do cantor ou do tema da música; e outros ainda não conseguirão ficar com os pés parados, batendo no ritmo da música.

Quando o cérebro vai lembrar de alguém, ele pode se ater à imagem e figura da pessoa ou à sua voz ou o jeito que aquela pessoa faz as coisas. Ou quando você recorda uma viagem, talvez se atenha às imagens daquele lugar ou nas sensações que elas causaram em você.

Quando dormimos, poderemos ficar mais incomodados com a claridade, o barulho ou o desconforto.

E o que você mais valoriza em uma pessoa pode ser a aparência, o que ela diz ou o que ela faz.

Observe que sempre apontei 3 opções pois elas poderão dizer muito a seu respeito ou a respeito dos seus filhos, sobre a maneira que enxergam o mundo e, consequentemente, aprendem.

Isso tudo para perceberem que podemos ser: AUDITIVOS; VISUAIS OU CINESTÉSICOS.

– Indivíduos AUDITIVOS são aqueles que se darão melhor, estudando em voz alta, ouvindo várias vezes sobre o mesmo tema e até gravando as aulas e ouvindo-as novamente em casa.

– Já os VISUAIS são aqueles que gostam de desenhar, escrever e criar esquemas  para visualizar melhor o conteúdo. Para indivíduos visuais, quanto mais estímulos em desenhos e vídeos explicativos, maior será a absorção do conteúdo no cérebro.

– E também temos os CINESTÉSICOS, que são aqueles que adoram movimentar-se. São pessoinhas difíceis em sala de aula pois têm muita dificuldade para aprenderem parados e quietos em suas carteiras. São pessoas que adoram se experimentar e buscam aprender através dos erros (pois adoram fazer experiências e aprender com os erros). O corpo para essas pessoas é muito importante para assimilarem os conteúdos… E pode até parecer estranho, mas dançar para assimilar os conteúdos da prova poderá ser de grande valia para esse tipo de pessoa.

Temos uma mescla natural desses sentidos, mas, se observar de perto, perceberá que um deles se sobressai na sua maneira de ser.

Por isso que a escola precisa estar atenta em oferecer esses três formatos e estímulos para que cada aluno desfrute da sua melhor maneira para absorver os novos conteúdos e aprendizagens.

Até a próxima!!

* Alessandra Netti é Psicóloga, Neuropsicóloga e Neurofeedback. Autora e especialista em comportamento do Blog Mundo Mãe.