2 de setembro de 2019
  • Blog Mundo Mãe
  • Setembro Amarelo e a atenção com crianças e adolescentes

Setembro Amarelo e a atenção com crianças e adolescentes

Setembro é o mês da conscientização sobre a prevenção ao suicídio. A campanha teve início no Brasil em 2015 e a escolha do mês se deve ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio celebrado em 10/09. O Setembro Amarelo deste ano enfatiza a necessidade de atenção especial com o bem estar e a saúde mental […]

Setembro é o mês da conscientização sobre a prevenção ao suicídio. A campanha teve início no Brasil em 2015 e a escolha do mês se deve ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio celebrado em 10/09.

O Setembro Amarelo deste ano enfatiza a necessidade de atenção especial com o bem estar e a saúde mental de crianças e adolescentes. O número de casos de suicídio e tentativas é crescente especialmente entre os jovens, onde se observou um aumento de aproximadamente 24% em 9 anos; o que deve servir de alerta para os pais. São vários os fatores determinantes como transtornos psiquiátricos, predisposição genética, bullying, cyberbullying, enfraquecimento dos vínculos familiares e sociais, intoxicação digital. Nossas crianças e jovens têm passado muito tempo conectados na internet gerando dificuldades em lidar com as frustrações e exigências do mundo real que não condizem com o mundo “perfeito” virtual.

O suicídio é um fenômeno que pode ocorrer em qualquer classe social, origem, idade e orientação sexual e PODE SER PREVENIDO. Pessoas em sofrimento psíquico podem dar alguns sinais que devem alertar familiares e amigos como falta de esperança, perda de interesses por atividades antes prazerosas, isolamento, preocupações com a própria morte, falta de planejamento futuro, mensagens depressivas e/ou de despedidas, expressão de ideias suicidas. Algumas pesquisas apontam que 9 a cada 10 pessoas que cometem suicídio tinham algum transtorno psiquiátrico, o que reforça a importância de acompanhamento profissional especializado.

A pessoa que comete o suicídio nem sempre naquele momento quer acabar com a própria vida, mas sim com a dor que lhe é insuportável e interminável. Um olhar mais atento em relação às pessoas que nos cercam, discussões responsáveis sobre suicídio e outras condições de saúde mental e medidas de prevenção socioeducacionais (sobre empatia, autoconhecimento, autocontrole, resiliência) e de saúde pública, se fazem necessárias.

Falar sobre suicídio não agrava a situação, pode salvar vidas! Que estejamos mais atentos e disponíveis para as pessoas que amamos, afinal, acolhimento e amor são palavras-chaves quando o tema é combate ao suicídio!

 

Dra. Deborah Kerches de Mattos Aprilante (@dradeborahkerches), CRM 102717-SP, RQE 23262-1, é neuropediatra, especialista em Transtornos do Espectro Autista, diretora do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil de Piracicaba. É palestrante sobre Transtornos do Espectro Autista, membro da Sociedade Brasileira de Neuropediatria, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (ABENEPI), da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Cefaleia. É ainda preceptora do Programa de Residência Médica em Pediatria da Prefeitura do Município de Piracicaba com Especialização em Preceptoria pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. E-mail: deborahkerches@gmail.com