27 de setembro de 2019

Alimentação e publicidade alimentar

Seu filho assiste quanto tempo de televisão por dia? Hoje em dia é comum que as crianças passem horas em frente à televisão assistindo filmes e desenhos. Isso parece inofensivo para a alimentação deles, não é mesmo? Mas tem muito mais relação do que você imagina. A televisão é um veículo de informação e comunicação […]

Seu filho assiste quanto tempo de televisão por dia?

Hoje em dia é comum que as crianças passem horas em frente à televisão assistindo filmes e desenhos. Isso parece inofensivo para a alimentação deles, não é mesmo? Mas tem muito mais relação do que você imagina.

A televisão é um veículo de informação e comunicação que é muito utilizado para o entretenimento. Um estudo feito em 2012 relata que crianças que assistem televisão por um período maior do que 3 horas/dia, têm acesso a muitas propagandas de alimentos apetitosos (ricos em açúcares e gorduras) ou que vêm com algum brinde/brinquedo. Geralmente os comerciais televisivos são bastante apelativos para conseguir com que a criança peça para os pais para comprar tal produto.

Sabemos que hoje com o dia corrido, às vezes a saída mais fácil é deixar a criança em frente à televisão. Mas será que essa medida precisa ser utilizada sempre como primeira opção?

As crianças muitas vezes não têm acesso a esses tipos de alimentos dentro de casa, mas compram com o dinheiro de mesada ou que os pais dão para o lanche na escola, por exemplo. Para evitar que isso ocorra com freqüência, a ideia é que os pais mandem o lanche para os filhos de casa, optando por alimentos saudáveis.

É necessário avaliar sempre o equilíbrio. Lógico que seu filho (a) pode assistir televisão, mas porque não dosar essa quantidade de tempo?

Esse mesmo estudo relata que de 266 comerciais avaliados, 71 era destinado ao público infantil. Esses tipos de comerciais utilizam conteúdo lúdico, animações divertidas ou até mesmo personagens famosos.

Como disse no início, parece inofensivo, mas propagandas desse tipo, voltadas para o público infantil, são uma das maiores causas dos problemas alimentares em crianças e adolescentes. Sem contar no aumento de problemas de saúde como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, e até o câncer.

É necessário entender que eles podem comer, com cautela e equilíbrio, mas que tais alimentos não devem fazer parte da rotina alimentar das crianças e nem dos adultos, e sim ser um ato esporádico.

Fonte: Publicidade de alimentos para o público infantil na televiosão e diretrizes alimentares brasileiras: sintonia ou contronto? Arq Odontol, Belo Horizonte, 47(4): 181-187, out/dez 2011

Marcela Gibim Costa é nutricionista graduada pela UNIMEP, com pós-graduação em Nutrição clínica pela FMU. Atua na área clinica há 5 anos, hoje especialmente nas áreas de emagrecimento efetivo, nutrição infantil, gestantes e introdução alimentar. Realiza oficinas, palestras e curso na área de nutrição voltada para emagrecimento e nutrição infantil.