7 de outubro de 2019
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6 de outubro, Dia Mundial da Conscientização sobre a Paralisia Cerebral

A Paralisia cerebral ou Encefalopatia crônica não progressiva é a deficiência mais comum na infância. A data 6 de outubro objetiva alertar mundialmente e informar a respeito da necessidade de medidas educativas e de conscientização social a respeito da paralisia cerebral. Muito ainda tem que ser melhorado a respeito da acessibilidade e inclusão social e […]

A Paralisia cerebral ou Encefalopatia crônica não progressiva é a deficiência mais comum na infância.

A data 6 de outubro objetiva alertar mundialmente e informar a respeito da necessidade de medidas educativas e de conscientização social a respeito da paralisia cerebral. Muito ainda tem que ser melhorado a respeito da acessibilidade e inclusão social e escolar para pessoas com paralisia cerebral.

A paralisia cerebral (PC) atinge cerca de 17 milhões de pessoas no mundo e no Brasil, estima-se que a cada 1000 nascidos vivos, 7 apresentem PC. É caracterizada por uma desordem permanente e não progressiva dos movimentos e da postura decorrente de insultos e lesão ao cérebro em desenvolvimento, podendo ocorrer durante a gestação, ao nascimento, no período neonatal e ao longo da infância e adolescência. Os insultos podem ocorrer por diversos motivos como hipóxia (falta de oxigênio), hemorragias, traumatismos, distúrbios metabólicos e hidroeletrolíticos como hipoglicemia, infecções, malformações do sistema nervoso central, prematuridade.

Acomete principalmente a função motora, mas dependendo da lesão, pode causar comprometimentos cognitivos/intelectuais, de comunicação, controle de esfíncteres, atenção/concentração, epilepsia, sensoriais, atrasos globais no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiências visuais e auditivas.

Tipos de PC

1- Espástica: caracterizada por aumento do tônus muscular e fraqueza; ocorre em mais de 70% das crianças com PC. Pode atingir um lado (hemiparesia), membros inferiores predominantemente (diplegia) ou os 4 membros (quadriplegia).

2- Atetóide: cerca de 20% . Os membros e o corpo se movem de maneira lenta, involuntária, contorcida ou de maneira abrupta e espasmódica.

3- Atáxica: menos de 5%. Há comprometimento da coordenação e equilíbrio.

4- Hipotônica: rara, caracterizada por hipoatividade , falta de controle postural.

5- Mista: quando ocorre mais de um tipo de comprometimento.

A reabilitação deve ser iniciada precocemente, de acordo com as particularidades apresentadas, para possibilitar o ganho de novas habilidades, favorecer o desenvolvimento, minimizar ou prevenir complicações, melhorar a mobilidade e independência e promover qualidade de vida.

Dra. Deborah Kerches de Mattos Aprilante (@dradeborahkerches), CRM 102717-SP, RQE 23262-1, é neuropediatra, especialista em Transtornos do Espectro Autista, diretora do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil de Piracicaba. É palestrante sobre Transtornos do Espectro Autista, membro da Sociedade Brasileira de Neuropediatria, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (ABENEPI), da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Cefaleia. É ainda preceptora do Programa de Residência Médica em Pediatria da Prefeitura do Município de Piracicaba com Especialização em Preceptoria pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. E-mail: deborahkerches@gmail.com