13 de janeiro de 2020
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Janeiro Branco visa colocar os temas da saúde mental em evidência

Este mês é marcado pela campanha Janeiro Branco, que visa colocar os temas da saúde mental em evidência a fim de trabalhar a prevenção frente às diferentes doenças com origem emocional, especialmente a ansiedade e a depressão. Convida cada pessoa a pensar sobre sua vida, a qualidade de seus relacionamentos, suas emoções, seus pensamentos e […]

Este mês é marcado pela campanha Janeiro Branco, que visa colocar os temas da saúde mental em evidência a fim de trabalhar a prevenção frente às diferentes doenças com origem emocional, especialmente a ansiedade e a depressão. Convida cada pessoa a pensar sobre sua vida, a qualidade de seus relacionamentos, suas emoções, seus pensamentos e comportamentos.

O autoconhecimento é fundamental para que compreendamos como estamos lidando com as dificuldades e frustrações que naturalmente a vida nos impõe. É, assim, o caminho para a prevenção e tratamentos eficazes.

A campanha traz ainda a valiosa oportunidade de lançarmos um olhar mais atento às pessoas que amamos e de falarmos sobre os casos de depressão na infância e adolescência. Estima-se que aproximadamente 10% das crianças e adolescentes preencherão critérios para transtorno ansioso em algum momento de suas vidas e, 5 em cada 10 apresentarão algum episódio depressivo em decorrência dele.

Sentir-se ansioso em situações pontuais é aceitável em qualquer idade, mas quando as manifestações se tornam exageradas e persistentes, a ponto de causarem sintomas físicos e atrapalharem tarefas simples diárias e a qualidade de vida da criança ou adolescente, merecem atenção.

No caso da depressão, pode ser um tanto delicado decifrar os sinais. Como ainda não tem facilidade em falar sobre seus sentimentos, uma criança com depressão pode se queixar de problemas físicos e, somado a isso, não demonstrar interesse em explorar o ambiente, ficar na maior parte do tempo quieta, ter muito medo de se separar das pessoas que ama… Pode ainda apresentar dificuldade para aprender na escola e ter o sono prejudicado, entre outros sintomas.

Na adolescência, a depressão pode trazer ideias suicidas, mas isso não é uma regra; ou seja, nem sempre os sinais são evidentes. O adolescente pode se tornar agressivo, criar problemas na escola e com os pais, ficar trancado no quarto, entre outras inúmeras possibilidades.

Por tudo isso, é essencial que os pais não hesitem em encaminhar seus filhos para um profissional que, capacitado para isso, saberá diagnosticar casos de ansiedade ou depressão e indicará a melhor linha de tratamento.

 

Dra. Deborah Kerches de Mattos Aprilante (@dradeborahkerches), CRM 102717-SP, RQE 23262-1, é neuropediatra, especialista em Transtornos do Espectro Autista, diretora do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil de Piracicaba. É palestrante sobre Transtornos do Espectro Autista, membro da Sociedade Brasileira de Neuropediatria, da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (ABENEPI), da Academia Brasileira de Neurologia e da Sociedade Brasileira de Cefaleia. É ainda preceptora do Programa de Residência Médica em Pediatria da Prefeitura do Município de Piracicaba com Especialização em Preceptoria pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês. E-mail: deborahkerches@gmail.com