24 de janeiro de 2020

Janeiro Branco: o que é a esquizofrenia infantil

A campanha Janeiro Branco nos convida a falar sobre os mais variados temas relacionados à saúde mental. A ansiedade e a depressão não são os únicos temas que merecem atenção quando pensamos em nossas crianças e adolescentes. A esquizofrenia infantil, por exemplo, é um tema pouco abordado, mas que também merece ser colocado em pauta, […]

A campanha Janeiro Branco nos convida a falar sobre os mais variados temas relacionados à saúde mental. A ansiedade e a depressão não são os únicos temas que merecem atenção quando pensamos em nossas crianças e adolescentes.

A esquizofrenia infantil, por exemplo, é um tema pouco abordado, mas que também merece ser colocado em pauta, embora seja bem mais raro.

Os primeiros sintomas da esquizofrenia costumam iniciar-se com a entrada da adolescência devido ao excesso da produção de hormônios nesta fase. É uma condição mental que se caracteriza por degeneração de processos mentais, motores e emocionais.

A criança com esquizofrenia apresenta sintomas como alucinações visuais e auditivas, pensamentos ou sentimentos estranhos, o que impacta significativamente no desenvolvimento e na vivência da criança, bem como em sua capacidade de manter relacionamentos interpessoais normais.

Os critérios diagnósticos são semelhantes aos da esquizofrenia adulta. O diagnóstico é baseado no comportamento observado pelos cuidadores e, em alguns casos, dependendo da idade, autorrelatos.

Sabe-se que a esquizofrenia é hereditária e que crianças que têm algum familiar, principalmente pais, com a doença, têm até 70% mais chances de também terem esquizofrenia.

Não há cura conhecida, mas esta é uma condição controlável com a ajuda de terapias comportamentais e medicamentos.

Vale destacar que todo quadro merece ser cuidadosamente avaliado por um profissional capacitado para isso. Às vezes, a criança pode apresentar muitos sinais característicos de esquizofrenia, mas estes estarem ligados, por exemplo, a um problema grave dentro do contexto familiar dela (o que justificaria tais sintomas). Ou seja, cada caso deve ser avaliado criteriosamente pelo especialista que saberá diferenciar um sintoma de ordem emocional de uma esquizofrenia propriamente dita.

* Alessandra Netti é Psicóloga, Neuropsicóloga e Neurofeedback. Autora e especialista em comportamento do Blog Mundo Mãe.