28 de janeiro de 2020
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Janeiro Branco: principais características da Síndrome de Borderline

Aproveitando os últimos dias de janeiro – mês marcado pelas discussões sobre saúde mental incentivadas pela campanha Janeiro Branco –, gostaria de falar sobre a Síndrome de Borderline ou Transtorno de personalidade limítrofe. Trata-se de um transtorno mental grave que afeta cerca de 20% dos brasileiros, sendo mais frequente entre as mulheres, não existindo estatísticas […]

Aproveitando os últimos dias de janeiro – mês marcado pelas discussões sobre saúde mental incentivadas pela campanha Janeiro Branco –, gostaria de falar sobre a Síndrome de Borderline ou Transtorno de personalidade limítrofe.

Trata-se de um transtorno mental grave que afeta cerca de 20% dos brasileiros, sendo mais frequente entre as mulheres, não existindo estatísticas de Borderline na infância.

É marcado por um padrão de instabilidade no humor, no comportamento e nas relações interpessoais da pessoa. Os sintomas normalmente começam a aparecer na entrada da adolescência.

Prevê perturbação da identidade, com instabilidade acentuada e persistente da autoimagem ou da percepção de si mesmo; raiva intensa e dificuldade em controlá-la, entre outras explosões de sentimentos e sensações.

Instabilidade no sono relacionada às mudanças de humor, ansiedade, sentimento de culpa, descontentamento geral, solidão e tristeza também estão entre os principais sintomas.

A pessoa com Síndrome de Borderline torna-se ainda mais suscetível a vícios e compulsões, a colocar-se em risco e à automutilação.

Em relação aos sentimentos, costuma apresentar um sentimento constante de vazio; demonstra medo irracional do abandono; apresenta intolerância a frustações e instabilidade nos relacionamentos.

Vale reforçar que um sinal ou outro não configura o transtorno (que prevê um padrão de instabilidades) e que somente um profissional habilitado para isso poderá diagnosticar o quadro.

O profissional de saúde preparado para isso certamente irá perguntar sobre sintomas e histórico médico pessoais e familiares (incluindo qualquer histórico de doenças mentais) e, observando todo o contexto do paciente, poderá diagnosticar o quadro, indicando a melhor linha de tratamento.

* Alessandra Netti é Psicóloga, Neuropsicóloga e Neurofeedback. Autora e especialista em comportamento do Blog Mundo Mãe.