14 de agosto de 2020

Um convite à reflexão sobre o erro

Em tempos de escola em casa, conviver com mais a responsabilidade de dar respaldo para os filhos quanto às aulas online não é fácil. Tenho recebido muitas mensagens de mães preocupadas e nervosas me dizendo que não sabem lidar quando percebem que o filho não deu a resposta esperada, ou seja, errou. Algumas me contaram […]

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Em tempos de escola em casa, conviver com mais a responsabilidade de dar respaldo para os filhos quanto às aulas online não é fácil.

Tenho recebido muitas mensagens de mães preocupadas e nervosas me dizendo que não sabem lidar quando percebem que o filho não deu a resposta esperada, ou seja, errou.

Algumas me contaram que saem apagando tudo com a borracha, sem nem a criança se dar conta do que aconteceu e outras que ficam tão nervosas que se descontrolam e acabam brigando com as crianças.

Partindo desses relatos, me sinto na obrigação de alertar o que vocês, enquanto mães e pais, não têm a obrigação de saber: O ERRO PODE SER O PONTO DE PARTIDA PARA A APRENDIZAGEM. Ou ele pode levar a resistência e frustração da criança quando ela precisa realizar algo com autonomia.

Mas o que fazer quando a criança erra?

Depende do erro, quando ela está no processo de alfabetização, por exemplo, é esperado que a criança teste e levante hipóteses de escrita, o melhor é verificar com a professora o que é esperado para o seu filho.

No caso de outros erros, procure questionar com calma a criança com frases como: “Será que é isso mesmo?”, “Vamos conferir?”, “Como você chegou a esse resultado, me mostra?”.

É importante que a criança reconheça o erro e decida apagar, modificar, melhorar a resposta e que ela se sinta livre e confiante para isso.

Para finalizar, coloco a reflexão do que desejamos para nossas crianças no futuro. Que adultos queremos formar? A maneira como lidamos com o erro e como os ensinamos a lidar faz toda a diferença.

A criança precisa se sentir encorajada, ser crítica e ter um pensamento autônomo, então, a melhor forma de fazer isso é propor que ela reflita e ela busque, teste, pense e repense nas possibilidades em relação aos desafios (tarefas) que lhe são propostos.

Marilia Frassetto de Araújo é pedagoga formada na UNESP campus de Rio Claro, mestre e doutoranda em educação escolar pela UNESP – campus de Araraquara. Atua com acompanhamento pedagógico para crianças com e sem dificuldades de aprendizagem do 1º ao 5º ano do ensino fundamental I e posta conteúdos relacionados a educação no instagram @conexao.crianca. E-mail: marilia.frassetto@gmail.com